2º Poeminha sobre Francisco

Roda roda
Gira gira
Vira vira
seus carrinhos
meu caminho.
rodinha
Abre e fecha
Liga e desliga
de novo e de novo.
Nunca se cansa.

Ascende e apaga
Sobe e desce
mais e mais.
Nunca descanso.

Te amo e te chamo:
Francisco…
FRANCISCO!
Será que me ouve?
Um dia me chama?

 

Imagem de: fonte.

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Por aí.

É que ontem
eu trombei seus olhos.
Não era você, eu sei.
Não era você, que tá longe de verdade, eu sei.
Mas eram seus olhos.
E deu uma saudaaaade…
das nossas conversas sem ter mais o que fazer.
A vida passando e a gente ali, sem ter absolutamente nada pra fazer.
“Mó viagem!” Você dizia e seus olhos riam, só que eu nem reparava.
Mas você – quer dizer – a gente teve que passar também.
De passo em passo você – não, minto – a gente se foi de vez.
Eu fiquei e você foi, mas no final a gente foi porque eu não fui com você.
Enfim, já era.
Cê entendeu, né?
“Entendi… Mó viagem…”
E eis que ontem, bum!
Pela primeira vez
eu reparei
seus olhos
sorrindo
no rosto
de outro
alguém.